Bahia,
Motocicleta: Seguro pode custar até 40% do preço de venda

Fazer seguro de motocicleta já se tornou um hábito de motociclistas mais abastados. Enquanto o prêmio cobrado nas motos mais luxuosas gira em torno de 10% do valor do bem, nos veículos mais populares, com motores abaixo de 250 cc, esse percentual não pára de subir.

Há sete anos representava entre 25% e 30% do valor do bem. Atualmente, gira em torno dos 40%. O perfil do proprietário, a forma como a moto é usada e a criminalidade são as razões desse aumento.

Os proprietários de motos de maior valor são, em geral, homens na faixa dos 40 anos, que têm o veículo por hobby. Entre os proprietários de veículos de menor cilindrada, o perfil é diferente. Aí predomina a moto de trabalho, como as de 125 cilindradas, usadas por praticamente todos os motoboys das cidades brasileiras, ou as de 250 cc. O baixo valor de compra - entre R$ 4 mil e R$ 7 mil - atrai uma massa de pessoas em busca de trabalho autônomo.

Paulo Umeki, da Sul América Seguros, explica que as motos populares têm índice de sinistralidade elevado, porque são os modelos mais visados pelos criminosos e sofrem mais acidentes. "Isso praticamente inviabiliza o seguro", afirma. Uma comparação com duas motocicletas, uma do topo da pirâmide do mercado e outra mais próxima da base, dá uma boa idéia do custo. A Harley Davidson Electra Glide Road King é segurada por 6% de seu valor de mercado, ou seja, R$ 3.828. Já a Honda CBX 250 Twister sai por R$ 2.974, o que equivale a 41% do valor do bem.

Umeki estima que 35% das motos de baixa cilindrada são roubadas e 28% sofrem colisão. Ou seja, 63% dos veículos de duas rodas sofrem algum tipo de acidente. "Quando o risco é certo, o seguro fica muito caro e inviabiliza a venda".

As companhias de seguro não dispõem de números nacionais consolidados de roubos e acidentes. Segundo estimativa da Sul América, Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas concentram mais da metade dos casos. Nas demais cidades, os números são pulverizados.
As motos pequenas representam 95% do mercado brasileiro de veículos de duas rodas. Desse universo, aproximadamente 90% é constituído de motocicletas de 125 cc, o modelo popularizado nos grandes centros pelos motoboys. A moto é também a mais visada por criminosos, que roubam para revendê-la inteira ou aos pedaços, para desmanches.

Na faixa das motos de maior valor, o seguro encontra mercado. O ator Mateus Carrieri, por exemplo, não se arrepende de do ter feito a despesa. No ano passado, sofreu uma queda com sua Ducatti 900 Monster, moto italiana avaliada em R$ 37 mil. "Só em peças a conta ficou em R$ 19 mil", diz. Por ter pago seguro de R$ 3.400 só desembolsou o valor da franquia.

Mas nem todos os motociclistas dessa faixa de preço estão dispostos a pagar tanto no seguro. A opção escolhida é a instalação de sistemas de rastreamento. A Graber trabalha nesse mercado com equipamento conectado à rede de satélite de localização GPS, transmitindo dados por linha de telefonia móvel. Das quase cem motos rastreadas, Robson Tricarico, gerente de marketing da empresa, diz que quase todos são de motos acima de 250 cc. O produto custa R$ 3 mil, para instalar, fora taxa mensal de R$ 200. "Temos 100% de eficiência na recuperação", diz Tricarico.

Outra empresa que atuava no mesmo setor, a Ituran, não compartilha do mesmo entusiasmo. Há dois meses, a companhia decidiu parar de vender rastreadores para motos. O motivo: baixo índice de recuperação. Adriana Neves, gerente de marketing da empresa, conta que, de cada 20 motos roubadas e equipadas com rastreador, 15 não voltavam. Segundo Adriana, como a motocicleta é um veículo pequeno, é fácil para os criminosos localizar o dispositivo e removê-lo.

A criatividade dos criminosos pegou de surpresa o empresário L.G.D, que prefere se manter no anonimato. Há dois anos os ladrões levaram de sua garagem uma máquina importada do Japão, avaliada em R$ 60 mil. L. não tinha seguro. No dia seguinte ao roubo, recebeu um telefonema dos criminosos. Os bandidos pediam R$ 10 mil de "resgate" pela moto. L. não pensou duas vezes: pagou a quantia e foi buscar sua moto. "Agora ela tem de tudo. Rastreador, alarme, trava. Só não fiz seguro porque é muito caro", diz.

Fonte: Valor Econômico

<--- Voltar

Topo   
Empresa | Seguros | Produtos & Serviços
Notícias | Informativo | Eventos
Página Inicial | Agenda de Vencimento | Personal Protection | Fale Conosco
Regra para pagamento de prêmios ajuda segurados
Cartilha da ANS sobre migração e adaptação
Reajuste para migrar de plano será de 15%
Preços caem no exterior, mas insegurança permanece
  Resolução mínima de 800x600 © Copyright 2002, CPR Seguros & Riscos Desenvolvido pela Index