Bahia,
Crise mundial intensifica onda de fusões no setor

A crise mundial que já resultou em perdas de US$ 100 bilhões ao mercado de seguros, sendo US$ 40 bilhões consumidos pelos atentados de 11 de setembro e os US$ 60 bilhões restantes a perdas com o enfraquecimento dos mercados acionários, tem feito os grandes grupos internacionais a reverem suas estratégias. Só na semana passada, três grandes negócios foram divulgados. Uns vendem unidades, como o grupo Credit Suisse; outros compram, como o megainvestidor norte-americano Warren Buffett e a Liberty Mutal, e outros buscam otimizar a rede por meio do bancassurance, como o grupo holandês ABN Amro. A seguradora Berkshire Hathaway, do megainvestidor norte-americano Warren Buffett, comprou 40% da maior seguradora do mundo na área de aviação, a Global Aerospace Underwriting Managers, que pertenciam a duas seguradoras britânicas, a Royal & Sun Alliance e a Aviva. Os outros donos são a Converium, com 25%, a Munich Re, com 24,9%, e a RSA, com 10,1% da holding.

A Berkshire irá proporcionar 25% da capacidade de retenção de risco da Global, por meio da sua subsidiaria de resseguros National Indemnity, mesma capacidade que será ofertada pela resseguradoras Converium e Munich Re. O restante será oferecido pela Mitsui Sumitomo, com 6,75%, e pela Tokio Marine & Fire, com 9%.

A seguradora suíça Winterthur, do grupo Credit Suisse, anunciou a venda das operações no mercado português ao grupo norte-americano Liberty Mutual. Segundo informações do jornal local Diário Económico, o valor da negociação gira em torno de 70 milhões de euros. A Winterthur Portugal começou a procurar um comprador dois meses depois de ter iniciado um plano de reorganização interna, para o qual a casa-mãe disponibilizou 17 milhões de euros. Desde então, a seguradora já fechou 9 escritórios, concentrou a administração em Lisboa e cortou 100 trabalhadores. Na Europa, a Liberty Mutual está presente na Espanha - onde no ano passado comprou as filiais locais da Royal & SunAlliance e da Hartford - e em Londres. Em Portugal, começa com uma carteira de prêmios de US$ 127 milhões em ramos elementares e de US$ 45 milhões de euros no ramo vida. Há um passivo que só deverá ser recuperado em 2004.

O ABN Amro, que detém cerca de 2,5% do mercado holandês de vida, anunciou a tranferência da administração da operação de seguros em Amsterdã para uma joint venture em parceria com a Aviva, do Reino Unido, criando uma operação de bancassurance. A Aviva''s Delta Lloyd irá pagar US$ 260 milhões ao ABN por 51% da joint venture, incluindo todas as atividades de seguro do banco, exceto venda e marketing. A nova empresa irá operar exclusivamente na Holanda. O grupo Delta Lloyd terá 570 agências e mais de 80 centros de atendimentos para vender.

Fonte: Gazeta Mercantil

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