Bahia,
Pontos na carteira podem deixar apólice mais cara

Os pontos por infração cometida no trânsito, marcados na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), estão na mira das companhias de seguro. As empresas querem usá-los como mais uma ferramenta para calcular o valor do seguro cobrado dos clientes.
Para as seguradoras, os pontos na carteira representam o levantamento mais preciso sobre os hábitos de direção dos motoristas. "É uma matéria- prima excelente para nós", diz Paulo Umeki, diretor da Sul América.

Para Maurício Accioly, vice-presidente da Real Seguros, não basta contar os pontos, mas é preciso saber a origem deles. Para o cálculo do seguro, as infrações por estacionamento proibido, por exemplo, contariam bem menos que as multas por excesso de velocidade.

Nos EUA, conta Umeki, as companhias de seguro usam o histórico de infrações no trânsito para compor o perfil do cliente e calcular o valor do seguro. A integração dos sistemas de informação e um questionário de cem perguntas feito pelas empresas aos segurados são as principais ferramentas de trabalho para calcular preços.

No Brasil, o levantamento dos dados e a criação de padrões estatísticos para encaixar as informações sobre os pontos na CNH levariam pelo menos 18 meses para estarem concluídos. "Acredito que em 2005 estaremos usando esses dados no cálculo do seguro", prevê Umeki.
Não há obstáculo legal para o acesso ao histórico da CNH do segurado, mas a falta de informatização impede que os Detrans forneçam com rapidez as informações necessárias. "Só o Detran do Rio de Janeiro permite consulta sobre a situação da carteira via internet", explica.

Para fazer a consulta, é preciso ter o número da CNH do cliente, dado que jamais é pedido pelas empresas de seguro. Os questionários brasileiros fazem no máximo 20 perguntas aos clientes - cinco vezes menos que os usados nos Estados Unidos.

Marcelo Goldmann, diretor executivo da AGF, diz que a lentidão do sistema de recursos de multas também dificulta o uso das informações pelas seguradoras. "As pendências impedem que qualquer medida seja tomada", explica Marcel Soffner, da divisão de Educação de Trânsito do Detran paulista. Em outras palavras, com o processo em julgamento não há como saber se o motorista mereceu levar as infrações ou não, dificultando o levantamento do perfil do cliente.

Fonte: Valor Econômico

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