Bahia,
A briga dos planos de saúde

Num momento em que o governo estuda como limitar a autonomia das agências reguladoras na fixação dos reajustes em telefonia e energia elétrica, o ministro da Saúde, Humberto Costa, afirmou que o aumento dos planos de saúde individuais, que acontece a partir de maio, ficará em cerca de 7%. Com os índices de inflação acumulando percentuais de 15,8% até fevereiro, só esse aumento representará um impacto de 0,18 ponto percentual no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa que orienta o sistema de metas de inflação do governo. - O aumento não deve ser muito diferente do valor autorizado no ano passado (7,69%) - disse Costa.

Ao contrário das agências que regulam tarifas públicas, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não tem autonomia para fixar o reajuste. O índice deve passar antes pelos ministérios da Saúde e da Fazenda. Segundo o presidente da ANS, Januário Montone, como nos dois últimos anos, o cálculo será feito em cima dos reajustes dos planos coletivos, em que a negociação é livre: - Os nossos reajustes sempre ficaram abaixo da inflação - disse Montone.

Se for mantida a metodologia dos últimos anos, o reajuste pode ficar acima dos 7% citados pelo ministro, e o governo terá de intervir. Na conta de uma grande operadora, o reajuste médio dos planos coletivos ficou em 9,71%. Num levantamento feito pela consultoria em recursos humanos Towers Perrin com 20 empresas que juntas contratam planos para 700 mil funcionários e dependentes, a maioria dos reajustes ficou entre 15% e 20%. O menor foi de 10% e o maior, de 30%. Nesse caso, o impacto na inflação seria o dobro: 0,36 ponto percentual, se a alta for de 15%. - Os critérios técnicos serão pressionados pelo cenário político e econômico - afirma Lais Perazo, gerente da Towers.

Rosângela Brandão viu no boleto de seus pais o aumento de 30% captado pelo levantamento. O plano coletivo do HSBC com a associação de funcionários da Prefeitura subiu 31%. A fatura passou para mil reais: - O meu pai gasta praticamente toda a aposentadoria com o plano. O HSBC explicou que o aumento foi acertado com a associação e aprovado pela ANS.

A aposentada Marilda Pinheiro, de 64 anos, já arcou com aumento de 218% no plano da Golden Cross, que passou para R$ 260. A mudança de faixa etária causou o reajuste: - Ainda trabalho e consigo pagar o plano. Mas está ficando cada vez mais difícil - conta Marilda.

Segundo a Golden Cross, o reajuste foi autorizado pela ANS, mas a operadora dará um desconto de 25% na mensalidade de Marilda. Segundo a Fenaseg - que reúne as seguradoras - as empresas precisam de 15% a 20% de alta.

Fonte: O Globo

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