Bahia,
Roubo e reposição de peças encarecem prêmio de veículo

Fazer seguro de carros muito baratos pode ser tão difícil como fazer uma apólice para veículos de coleção. O maior entrave é o alto custo da reposição de peças e, dependendo do modelo, o risco de roubo.

A maior parte das companhias não segura carros com mais de dez anos de fabricação, a não ser que o proprietário já seja cliente. Assim mesmo, exige-se uma análise mais cuidadosa do perfil do segurado.

Para João Bosco Medeiros, diretor da área técnica da Mapfre Vera Cruz Seguros, a taxa de um seguro para um carro velho e barato pode ser até três vezes superior à taxa do mesmo modelo mais novo e, portanto, mais caro. "Uma colisão pequena em um carro barato pode dar perda total, não pela destruição do veículo, mas porque consertar sai muito caro", explica Medeiros.

Segundo Júlio Avellar, vice-presidente de Automóveis da Sul América Seguros, o grande problema do seguro para carros baratos é a reposição de peças, que sai muito cara. "O preço de uma porta corresponde a um percentual muito grande do preço do automóvel", afirma.
Avellar conta que a troca da peça não valoriza o veículo. "Agregamos valor ao carro barato sem que ele mude de preço". De acordo com a lei, a seguradora é obrigada a colocar uma peça nova no veículo danificado. "Fica inviável", diz.

Avellar defende a criação de "desmontadoras de veículos", regulamentadas pela legislação e fiscalizadas. As seguradoras seriam autorizadas a comprar peças de reposição das desmontadoras, que seriam mais baratas que as novas. Com isso, prevê Avellar, cresceria o mercado segurador de carros com mais de dez anos de uso.

Estimativas apontam que 30% da frota brasileira é formada por veículos fabricados há mais de dez anos.Ou seja, um mercado de, aproximadamente, 10 milhões de veículos.

Outro risco dos carros velhos é o de roubo. Modelos como a Kombi e o Uno são muito visados por ladrões. A maioria vai direto para o desmanche. Em média, 2% dos carros de passeio segurados, sofrem perda total - seja por colisão ou por roubo. No caso da Kombi, esse número sobe para 10%, a maioria dos casos por roubo, segundo Medeiros.

Com o risco mais alto, o prêmio do seguro também sobe, se a seguradora aceita segurar o veículo. "As picapes a diesel também eram muito roubadas, especialmente durante o período de racionamento de energia, quando eram desmanchadas para ter o motor transformado em gerador", explica o diretor de Personal Lines do Unibanco AIG, Ricardo Lachac.

Para não deixar os donos de carros velhos totalmente desamparados, a Vera Cruz lançou, no final do ano passado, o RC no Ato. É um seguro de responsabilidade civil, que protege o segurado de danos materiais ou corporais sofridos por terceiros. Por R$ 200 ao ano, o RC dá cobertura de R$ 50 mil e assistência com guincho para pane do veículo.

"Em caso de uma colisão com um Toyota Corolla, por exemplo, o segurado não terá de se desfazer do patrimônio pessoal para pagar o conserto do outro", explica o diretor da Vera Cruz.

Fonte: Valor Econômico

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