Bahia,
Seguro vira arma contra inadimplência

As financeiras tentam driblar a inadimplência ao popularizar produtos antes confinados às carteiras das seguradoras. O seguro-desemprego e o vida-prestamista, que garantem a quitação de um empréstimo no caso de morte ou invalidez do tomador, já são rotina no varejo e na maioria das empresas especializadas em financiamento ao consumo. A proteção ao crédito não só agrega valor ao negócio, como também possibilita um melhor gerenciamento do risco, além de cativar o público alvo, concentrado nas classes C, D e E na linha de ação, mantendo-o elegível a um novo contrato.

A Losango, braço de financiamento ao consumo do grupo Lloyds TSB, que administra uma carteira de mais de R$ 2 bilhões, tem os seguros de crédito na prateleira há três anos, por meio de uma parceria com a Icatu-Hartford. Desde que começou a vendê-los, vem repassando aos lojistas, na forma de comissão, o benefício de portfólios com melhor qualidade de risco. Para os consumidores, ter a garantia adicional pode significar menor custo do crédito na ponta. "Tudo depende do modelo de parceria que a financeira tem com o varejo, mas em alguns casos, a taxa cai em até 0,5% ao ano", diz o diretor da Losango, Leandro Vilain.

É uma redução marginal. Globalmente, o barateamento do custo do crédito ao consumidor não é algo que possa ser mensurado no curto prazo, adverte o diretor-presidente da Mapfre Vera Cruz Vida e Previdência, Antônio Castro Santos. "A taxa de juros de qualquer operação é composta pelo preço do 'funding' e pelo risco de crédito e um pedaço da taxa é a inadimplência motivada pelo desemprego", diz. "Quanto mais pessoas aderirem aos seguros de garantia financeira, mais este componente perde peso."

Para o consumidor, ter a garantia financeira pode significar tranqüilidade, já que uma das motivações usuais da inadimplência é o desemprego. A cobertura tradicional prevê a quitação do empréstimo em caso de morte ou invalidez do contratante ou o pagamento, entre três e seis prestações, na comprovação da perda involuntária do emprego. O custo é, na maioria das vezes, diluído na parcela do empréstimo ou pago numa única vez e varia de R$ 10 a R$ 20. Em alguns casos, é proporcional ao valor do contrato. Mas para o brasileiro, acostumado a medir se a prestação cabe no bolso, sem olhar para os juros, à primeira vista, ter um serviço agregado ao crédito representa despesa extra.

Para burlar este tipo de resistência, a Zogbi, que tem uma carteira com R$ 490 milhões em ativos, dá o seguro-desemprego quando fecha um contrato de crédito pessoal. "O grupo Zogbi não tem uma seguradora própria e também não está associado com uma seguradora única. "Sempre procuramos as melhores condições de prêmios e cobertura".

A financeira do Unibanco, a Fininvest, com ativos de R$ 1,055 bilhão, vem se preparando para os novos tempos, oferecendo um leque variado de produtos para a população que tradicionalmente não tem acesso ao sistema bancário. O seguro-desemprego está no portfólio, assim como outras modalidades de seguro, poupança, cartão de crédito e até conta-corrente.

Num momento em que novos bancos estrangeiros começam a explorar o segmento - vide o caso do Citibank, com a Citifinancial, e o HSBC que pretende iniciar suas operações em breve - a concorrência promete acirrar. Não é para menos, já que é nos contratos de financiamento ao consumidor que as instituições obtêm as maiores rentabilidades.

Fonte: Gazeta Mercantil

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