Bahia,
Os Riscos do cotidiano

Fazer caminhadas é uma atividade saudável e aparentemente segura. As estatísticas mostram que apenas oito, entre cada 10 mil pessoas, podem parar no hospital por causa de uma queda na rua. Viajar de trem pela Europa também não é nada preocupante, apesar dos terríveis desastres ocorridos nos últimos anos. No Reino Unido, por exemplo, 19 pessoas morreram em mais de 960 milhões de trajetos percorridos durante 2002.

Os riscos que rondam as atividades do cotidiano realmente não são alarmantes - mas, por imprevisíveis e cada vez mais variados, tornaram-se foco de atenção das seguradoras. É um fenômeno mundial, e o Brasil o acompanha. "Há um número cada vez maior de clientes que começam a se preocupar com esse tipo de problema, banal apenas na superfície", diz Maurício Accioly, vice-presidente da Real Seguros. "Os perigos que rondam as atividades diárias podem, sim, gerar sérios estragos físicos e financeiros".

No período de um ano, até março de 2003, as indenizações de acidentes pessoais, aqueles aparentemente de rotina, como um tombo na rua ou a queda de uma árvore em cima do carro, cresceram 23%. Enquanto isso, nos setores industriais tradicionalmente classificados como perigosos, onde estão incluídas as empresas químicas e de construção civil, a queda foi de 10,4% no mesmo período. A explicação: nesses locais de risco evidente, os controles são tão eficientes que as probabilidades de acidentes são, hoje, remotas.

O número de indenizações pagas por erros médicos ou equívocos de advogados cresceu 148% nos últimos 12 meses e o sinistro de acidentes pessoais, como os de quedas na rua e atropelamentos, aumentaram em 23% no mesmo período
É muito fácil soltar uma informação que comprometa o desempenho acionário da empresa. A falha pode acabar com a sua carreira. Os autônomos têm riscos maiores ainda. Um erro médico ou de cálculos de engenharia pode resultar numa indenização judicial milionária. O consolo é que desses deslizes já é possível se proteger com um seguro de responsabilidade civil, que banca os danos causados aos clientes e investidores. A modalidade desembarcou há apenas três anos no Brasil, e já é um sucesso. Na Porto Seguro, o crescimento nas vendas de apólices dessa família foi de 61%.

A possibilidade de uma residência pegar fogo é de oito a cada 10 mil. Porém, a qualquer momento o seu cachorro pode resolver atacar alguém. Para isso, a apólice de responsabilidade civil paga os danos físicos e morais da vítima. Só há um obstáculo, fundamental: em qualquer um desses produtos financeiros que prometem reduzir os transtornos do cotidiano é preciso declarar com antecedência os hábitos de rotina à seguradora. Um inusitado convite para pular de asa delta, por exemplo, pode pôr a perder o seu direito de receber a indenização de acidentes pessoais. Para ficar sem o dinheiro, basta esquecer de informar no contrato que resolveu praticar um esporte de aventura. "Só asseguramos os hábitos conhecidos", diz Pereira, da Porto Seguro. "Qualquer alteração futura fica fora de controle".

É justamente por causa da necessidade desse conhecimento prévio que os planos de saúde são os alvos mais constantes de polêmicas. A danosa pneumonia asiática, a Sars, por exemplo, é uma dessas ameaças inesperadas. Não foi preciso nem mesmo confirmar um caso da doença no Brasil para as companhias de seguros alardearem: os custos dos tratamentos não serão pagos, caso ela vire epidemia.

Fonte: Revista ISTOÉ Dinheiro

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